Arquivo mensal: maio 2014

As maiores fraudes da ciência moderna

Recentemente, foi noticiado que o cientista coreano Woo Suk Hwang estaria interessado em iniciar uma pesquisa na área da indústria biomédica no Brasil. Seu objetivo seria iniciar a clonagem de bovinos e suínos para aumentar o potencial pecuarista do nosso país.

O leitor deve estar pensando neste momento “E o que tem de mais interessante nisso?”. Acontece que Woo Suk Hwang é lembrado como um dos cientistas mais fraudulentos de toda a história e sobre isso que falaremos hoje: fraudes científicas.

Em seu livro The Great Betrayal: Fraud in Science (A Grande Traição: Fraude na Ciência), o historiador Horace Freeland Judson afirma que a conduta fraudulenta pode se apresentar sob quatro formas: a síndrome do prodígio, a arrogância do poder, a loucura a dois e a sedução ao mentor.

Vamos ver alguns casos famosos e curiosos de enganações científicas:

  • Woo Suk Hwang: comecemos por aquele que motivou a escrita deste post. Woo Suk Wang é um veterinário coreano que, em 2004, anunciou a produção bem-sucedida de dos primeiros embriões clonados, dos quais, ainda por cima, se poderiam extrair células-tronco. Um ano depois, em 2005, anunciou que havia obtido mais 11 linhagens celulares clonadas. Entretanto, seu mundo ruiu ainda nesse ano: foi descoberto que ambas pesquisas eram falsas  Hwang caiu em desgraça. Hoje, ele dirige um grande centro de biotecnologia em Seul, o Sooam Biotech, cujo maior destaque é a clonagem comercial de cães.

Hwang-woo

  • Paul Kammerer: no início do século XX, Paul Kammerer era considerado um prodígio da Biologia. Em 1909, o austríaco divulgou uma pesquisa que mostrava que sapos terrestres adquiriam características dos sapos aquáticos quando eram obrigados a copular na água, as cerdas copuladoras, que eram espécies de calosidades nas patas e antebraços dos animais que os ajudavam na reprodução em meio aquático. Com isso, Paul havia uma prova real da veracidade do Lamarckismo. Entretanto,  o cientista na permitia que outros pesquisadores analisassem seus animais. Quase duas décadas depois, o biólogo americano G. K. Noble conseguiu analisar os sapos de Kammerer e descobriu que o austríaco havia simplesmente pintado as tais “cerdas copuladoras” no corpo do animal. Humilhado, Paul fugiu de Viena e foi encontrado morto em uma floresta nos Alpes algumas semanas depois. Ele havia se enforcado.

paul

  • William T. Summerlin: em 1973, o cirurgião e imunologista estadunidense, William T. Summerlin, teve uma ideia genial para resolver o problema da rejeição de tecidos em transplantes: cultivar o tecido do paciente que receberia o transplante e do tecido do doador. Para testar sua teoria, fez um “transplante” de pele experimental, enxertando pele com pelugem cinza de uma ratazana em um rato de laboratório. O experimento bem sucedido ganhou repercussão. Entretanto, Summerlin não conseguiu repetir seu experimento e uma comissão foi criada para avaliar sua pesquisa. Na noite de 27 de março de 1974, Summerlin foi pego em flagrante maquiando um ratinho branco com um pincel atômico. O doutor havia sido desmascarado.

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Bem, selecionei estes casos porque foram os que mais me chamaram a atenção, mas há muitos outros! O que importante a ser percebido é que o cientista que frauda sua pesquisa está agindo contra sua própria índole, uma vez que um pesquisador deveria agir em prol da humanidade, e não de acordo com o seu ego.

Então, gente, por hoje é só! Obrigado por terem acompanhado mais uma postagem!

Vejo vocês em breve! Bom domingo ;D

Fontes:

http://estadao.br.msn.com/ciencia/coreano-quer-clonar-c%C3%A3es-e-vacas-no-brasil

http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/grandes-fraudes-ciencia-694405.shtml

Racismo: A origem dessa banana

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Recentemente, o lateral-direito Daniel Alves da Seleção Brasileira de Futebol e do Barcelona comeu uma banana arremessada pela torcida do Villareal, que enfrentava o Barcelona naquele dia. O fato repercutiu pelo mundo como um ato de luta contra o racismo, um ato de deboche aos que acham que a cor da pele define alguma coisa. Mas qual a origem do racismo, ou melhor, qual a desculpa chula para a existência do racismo?

A principal origem é bíblica. Segundo o livro de Gênesis da Bíblia, Noé amaldiçoou o neto Canaã por seu pai, Cão, ter zombado dele num momento em que estava nu numa barraca (Acreditem, é isso aí mesmo). A Bíblia, como um todo, recebe duras críticas pela veracidade de suas narrativas e essa, pra não fugir da regra, também. O livro de Gênesis é dado como escrito por Moisés (alguns historiadores acreditam que Moisés nem sequer existiu ou que o livro teve cerca de 4 autores) e, como os israelitas caananitas eram povos inimigos, ter o (re)fundador da raça humana amaldiçoando o patriarca do povo caananita era de grande valor político. A associação entre Cão (pai de Canaã) e a raça negra, no entanto, serviu como uma motivação política que vem de fora do contexto bíblico: justificar a escravidão dos negros pelos europeus. Ela foi um argumento forte, principalmente, entre os povos protestantes de língua inglesa e, mais ainda, no sul escravocrata dos EUA pré-guerra civil.

Como escreve David Goldenberg em The Curse of Ham: Race and Slavery in Early Judaism, Christianity, and Islam, “obviamente o texto bíblico não descreve ninguém como negro”, mas “todos presumiam que Ham [uma transliteração alternativa do nome Cão] era negro e tinha sido afetado, de algum modo, pela maldição da escravidão. Não importava se a pessoa era a favor ou contra a instituição da escravidão do negro, ou se a pessoa era negra ou não; todo mundo, nos EUA do século 19, parecia acreditar na verdade da negritude de Ham”.

A associação entre Cão (ou Ham) e a negritude, na mente europeia e, depois, americana, vem de uma peça de etimologia: pelo menos desde o século 18 que autores como o monge beneditino Augustin Calmet, famoso por ter escrito um tratado sobre vampiros na Europa Oriental que acabou devidamente esculhambado por Voltaire, diziam que o hebraico “ham” significava “queimado” ou “escuro”.  “Uma coisa, no entanto, fica absolutamente clara. O nome Ham [Cão] não tem relação nenhuma com qualquer palavra hebraica ou semítica significando “escuro”, “preto” ou “calor”, ou com a palavra egípcia para “Egito”. Para os antigos hebreus, portanto, Ham não representava o pai da África quente e negra, e não há nenhuma indicação, no relato bíblico, de que Deus quisesse condenar os povos de pele  escura à escravidão“.

Essa é a principal origem para a desculpa chula para o racismo. Infelizmente, a Bíblia Católica é interpretada de diversas formas de acordo com o que convém a uma parcela da população. Essas más interpretações nos fazem ver, até hoje, seres humanos menosprezando outros pela cor da sua pele, pela sua sexualidade ou por ser mulher, o que é ridículo e deve ser eliminado por completo da nossa sociedade.

O apoio a Daniel Alves é um ato muito interessante e bonito para promover a igualdade, mas só tem um erro. Não somos todos macacos. Somos todos humanos!

Fonte: http://carlosorsi.blogspot.com.br/2013/03/a-maldicao-de-noe-africa-e-os-negros.html

Bolo, velinhas, balões… A tradição de se comemorar aniversários!

Boa noite, pessoal! Como vocês estão? Bem, eu aposto, porque, afinal, feriado quinta-feira é sinônimo de 4 dias de folga! rs

Hoje, vou contar para vocês um pouquinho da história dos aniversários!

De acordo com o livro The Lore of Birthdays (“A Sabedoria dos Aniversários”, sem tradução para o português), dos estadunidenses Ralph e Adelin Linton, comemorações de aniversários surgiram cerca de 3000 a.C., no Egito e na Grécia. No primeiro, apenas faraós e deuses tinham direito a essas festas; na Grécia, a festa era destinada a uma deusa em especial: Ártemis, a deusa da Lua e da caça. Naquela época, as fases lunares serviam como calendário para o ser humano e cultuar a deusa era uma forma de pedir proteção. Foi inclusive nessa comemoração que surgiu a tradição do bolo e das velas: o bolo redondo, que representava a Lua cheia, era uma oferenda a Ártemis e as velas tinham como objetivo espantar os maus espíritos e a fumaça da chama levava, segundo os antigos, as preces até a deusa. Com o tempo, a tradição chegou a Roma e o costume foi estendido ao imperador e seus familiares e aos senadores (ele só se tornaria uma festividade comum mais tarde).

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Até o século IV, a Igreja Católica condenava essa comemoração por ser uma tradição pagã, mas, então, começou a celebrar o nascimento de Jesus Cristo, o Natal. Daí, o hábito foi se disseminando e seus símbolos foram (res)surgindo. Vejamos alguns:

Velas: reapareceram na Alemanha e, assim como hoje, havia tantas velas quanto o número de anos de vida completados pelo aniversariante. Além disso, havia uma vela a mais que simbolizava a luz da vida.

Balões: acredita-se que os balões de tripas de animais foram os brinquedos mais antigos já inventados. Além de alegrar as crianças, o barulho que proporcionavam ao serem estourados era uma tentativa de se afastar os maus espíritos.

Presentes: a tradição de se presentear o aniversariante é originária da Roma Antiga. Objetos de proteção eram espalhados ao redor do aniversariante para evitar a influência dos maus espíritos.

“Parabéns pra você”: a tradicional música de aniversário surgiu nos Estados Unidos em 1875. Na verdade, nesse ano, as professoras Mildred e Patricia Hill criaram a música “Good Morning To All”. Com o tempo, a letra da música foi sendo alterada até que, em 1912, surgiu o famoso “Happy Birthday To You”. A versão brasileira foi criada em 1942 pela poetisa brasileira Bertha Celeste Homem de Mello, em 1942.

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Hoje em dia, as festas de aniversário, diferente de antigamente, servem para se comemorar mais um ano de vida. É um dia especial que o aniversariante passa com seus parentes e amigos.

E aí, pessoal? Gostaram? Espero que sim!

Por hoje, é isso! Até a próxima e bom feriado! ;D

 

Fontes:

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/quando-surgiu-o-costume-de-comemorar-aniversarios

http://atrevidinha.uol.com.br/atrevidinha/beleza-idolos/97/artigo257930-1.asp.htm

http://origemdascoisas.com/a-origem-do-aniversario/

http://www.pucpr.br/arquivosUpload/5388793051376660841.pdf