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Professora Priscilla Torres

Aulas de Biologia para ensinos fundamental, médio e superior.

* Experiência com aulas particulares desde 2009
* Experiência em escolas particulares e públicas
* Experiência em pesquisa (revisão e orientação de TCCs e Monografias)
* Ensino superior em Ciências Biológicas completo (PUC-MG, 2008)
* Mestre em Ecologia pela UFMG (2012)

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Miniaturas de gente?

Acredita-se que o microscópio foi inventado em 1590 por dois holandeses fabricantes de óculos e a primeira célula só foi “descoberta” em 1665. Então, como as pessoas explicavam ocorrer a gravidez?

Os antigos sabiam que era necessário o contato entre o macho e a fêmea para o desenvolvimento dos filhotes e desconfiavam de que o líquido seminal masculino tinha um papel importante na reprodução, mas não sabiam, por exemplo, até que ponto a mulher era essencial no processo. Muitos achavam, inclusive, que a fêmea tinha apenas a função de abrigar o novo ser vivo, funcionando como uma espécie de incubadeira.

Em 1675, o holandês Anton von Leeuwenhoeck observou ao microscópio o sêmen de vários animais e viu uma imensa quantidade de seres que nadavam ativamente, denominando-os espermatozoides (animais do esperma). Nessa mesma época, os óvulos também foram descobertos, mas a importância dessas células não foi reconhecida.

Surgiu então, nessa época, uma teoria conhecida como Teoria da Pré-Formação, que acreditava que, no interior de cada espermatozoide, existia um homem em miniatura, um homúnculo, ou seja, o ser humano já existia, mas em uma forma microscópica. Segundo essa teoria, cada pessoa tinha dentro de si um ou mais homúnculos, que continham, cada um, homúnculos menores, que por sua vez continham mais homúnculos e assim por diante. Dizia-se, então, que Eva, a primeira mulher, possuía, em seu corpo, homúnculos de todas as gerações de seres humanos, cerca de 200 milhões. Cada geração teria, portanto, um ovo a menos que a anterior, chegando-se à conclusão de que, após 200 milhões de gerações, a vida humana terminaria!

BioImagem de um homúnculo num espermatozoide divulgada na época.

Essa teoria só foi derrubada no século XIX, quando a importância das células femininas na reprodução foi reconhecida.

Esse é um exemplo clássico de como as teorias vão sendo melhor explicadas com o avanço da tecnologia e das pesquisas.

Fonte: JÚNIOR, C. S. e SASSON, S. Biologia – volume 3 – 3ª série – genética, evolução e ecologia. 7ª edição, São Paulo: Saraiva, 2005.